domingo, 20 de março de 2011
O brasileiro merece
quinta-feira, 17 de março de 2011
Diversidade
terça-feira, 15 de março de 2011
De Arnaldo Jabor...
Relacionamentos
" Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ??? "
segunda-feira, 14 de março de 2011
Dar é dar...
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.Mas dar é bom pra cacete.Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...Te chama de nomes que eu não escreveria...Não te vira com delicadeza...Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.Melhor do que dar, só dar por dar.Dar sem querer casar....Sem querer apresentar pra mãe...Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...Te amolece o gingado... Te molha o instinto.Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.Dar é bom, na hora.Durante um mês.Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.Dar é não ganhar.É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra daro primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:"Que que cê acha amor?". É não ter companhia garantida para viajar.É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.Dar é não querer dormir encaixadinho...É não ter alguém para ouvir seus dengos...Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.Esse sim é o maior tesão.Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...
sábado, 12 de março de 2011
Eu sinto Deus...

(...)
Como se não houvesse amanhã...

O título parece nome de samba-enredo em homenagem ao Carnaval, mas o assunto é adolescência. Embora ainda não me sinta uma Adulta com A maíusculo, minha adolescência já passou há algum tempo. Em breve, faço 19 anos e pode parecer loucura, mas lembro exatamente da epifania dessa transição da adolescência para um outro estágio ao qual ainda não sei o nome.
Fazendo a limpa no meu quarto encontrei as agendas de quando era adolescente. A intensidade dos textos ia do fútil ao teatral em poucas palavras. As cartas das amigas, jurando que tudo era eterno. Os sonhos mais malucos, a histeria com os ídolos, nossa, tudo era pra ontem e ia durar para sempre.
Não deve ser uma característica só minha. A adolescência é sofrida. Mas só quem já passou pela fase sabe que ser doída não é necessariamente ruim. Afinal, é a época das primeiras vezes. Da experimentação. Tudo dói, tudo irrita e ninguém compreende.
A facilidade do choro, a superficialidade do discurso apaixonado:
— Eu te odeio!
— Nunca mais quero te ver.
— Eu te amo.
Sem falar nas barbaridades ditas aos pais. Coitados. Ter que lidar com um dramalhão mexicano, com um enredo que vai de um primeiro amor que juramos ser o último até uma greve de fome com promesa de durar até entramos na faculdade.
Aos 13, 14, 15… não há amanhã. O choro, o sofrimento, o amor, a felicidade, o ódio. Tudo é efêmero. E ainda tem as espinhas e as mudanças corporais. Ah, os hormônios, culpados por sermos uma bomba atômica de emoções durante cerca de uma década.
Remexendo nas minhas lembranças adolescentes chegava a ficar vermelha de vergonha ao ver o quão idiota eu estava sendo. Não sou expert em sentimentos, mas pelo menos hoje eu sei que nada é o fim do mundo. A dor passa. O amor-pra-vida-toda não passava de uma paixonite. O para sempre, como diz a música, sempre acaba.
Nem tudo é sofrimento. Eu tive uma ótima adolescência. A vivência gostosa com os amigos, as borboletas no estômago das paixões, o medo das decisões e da incerteza do que vem pela frente. Nada é à toa, é como um cursinho nos preparando para a real life.
Tempo bom, sinto saudade.

