segunda-feira, 30 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Cirurgia de lipoaspiração?
"Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o a volta, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva."
" Cuide bem do seu amor, seja quem for "
Herbert Vianna
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal.
Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o a volta, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva."
" Cuide bem do seu amor, seja quem for "
Herbert Vianna
domingo, 1 de maio de 2011
De estilhaços
"...Talvez eu seja toda feita de cacos. Cada caco esparramado que eu faço questão de juntar. Tenho bolsos diferentes, para guardar cada um deles, cada qual com sua história, desde o momento mais doce até o mais tórrido e desnudo com o qual pude me deparar. Cacos de metades inteiras, mas que cortam com a mesma voracidade. Ah, teus inteiros! Me deixam confusa porque já não sou fã de novelas com final bonito de felizes-para-sempre. Também não gosto de mais ou menos, você sabe. Transito entre as extremidades dos momentos, e por isso meus cacos não tem se tornando paredes sólidas. São apenas cacos, e sou falha por isso? É assim que me diz. Talvez então se eu fosse outra. Talvez se eu não fosse apenas um pedacinho brilhante que corta, que fere, que deixa sangrar. E eu deixo porque meu orgulho não permite rendições.Talvez se o meu caco fosse uma concha, linda e vazia perdida no mar. Talvez se essa soubesse amar. E eu não sei. Percebi que sou mais se, mais interrogativas, mais negativas, mais reticências, menos exclamações, nunca afirmativamente certa. Sou mais errada, mais bêbada, mais trêmula. Um vulcão a explodir na tua maresia.
Sou mais fogo, longe da brisa.
Sou o próprio fogo, talvez.
Que quebra o caco, que derrete o gelo. Mas nada sabe de amar, que nada sabe desse amor."
Mari :)
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